terça-feira, 26 de maio de 2009

Robôs adoradores



Há algo que Deus tem ministrado profundamente em meu coração nos últimos dias. É impressionante como o povo de Deus sabe tão pouco sobre Ele e têm tão pouca intimidade com Ele. O povo de Deus tem dificuldade para desassociar o conhecimento e a intimidade com Deus das atividades ou reuniões da igreja.


Deus falou isso ao meu coração. Alertou-me. Porque eu estava seguindo neste perigoso caminho robótico, mecânico e frio de permanecer apenas executando as atividades da igreja. Pensava eu que este trabalho todo traria intimidade com Deus. Pensava eu que trabalhando para Ele eu conseguiria ser um amigo mais íntimo. 

E fui mais longe. Pensava eu que ficar ouvindo músicas evangélicas o dia todo traria intimidade automática. Achei que tocar e cantar músicas de conteúdo cristão por si só já faria com que eu mergulhasse nas profundezas de Deus. Rompi todos os limites quando pensei que somente indo aos cultos já era o suficiente para que um dia Deus me revelasse coisas inefáveis escondidas em Seu coração. 

Com 26 anos de igreja percebi que nada do meu trabalho iria ajudar alguma coisa no meu relacionamento com Ele se eu não me dispusesse a conhecer o coração Dele. Ele é meu Pai, não meu patrão, ora bolas! Não quero ter um relacionamento com Deus de patrão – empregado, e sim de Pai - filho! 

Deixe-me ser prático. Ás vezes quando eu chegava em casa de uma reunião na igreja eu pensava: “Ah, não preciso falar com Deus antes de dormir. Estava até agora trabalhando na obra Dele”. Quando vamos aprender que trabalhar para Deus não é o mesmo que amar e se relacionar com Deus??? Quando vamos aprender que Deus prefere que falemos com Ele, que o relacionamento vem antes do trabalho? 

Então um dia desses resolvi fazer algo diferente. Ao invés de me deitar na cama e ligar a televisão do quarto, meditei na Palavra de Deus. Depois apaguei a luz e comecei a falar com o Espírito Santo. Foi uma experiência incrível sentir que a Presença Dele estava ali. Na verdade Ele sempre está conosco (Mateus 28:20), nós é que somos insensíveis demais para perceber, ou simplesmente para crer. Ou somos preguiçosos demais para buscar, ou materialistas demais para entender as coisas espirituais. Você pode ser incrédulo como Tomé ou teológico como Nicodemos. O fato é que precisamos detectar os muros que nos impedem de mergulhar na profundidade de Deus. Precisamos quebrar aquilo que nos leva a ser meros robôs evangélicos. 

Deus é muito profundo, muito maravilhoso. Mas para descobrirmos a intimidade Dele precisamos buscar, buscar e buscar. Não somente através de rituais, cultos e reuniões. Mas com o coração ardendo em qualquer lugar. Desde aquele quartinho escuro de sua casa, o seu escritório, até a biblioteca de sua escola, são lugares que podem se tornar lugares de adoração (Jo 4.21). 

Não seja um mero robô adorador, que está programado apenas para ir aos cultos ou trabalhar para a igreja. Você foi programado por Deus para ser um adorador espontâneo, solto e livre como um pássaro. E você precisa conhece-Lo não apenas de ouvir falar, mas de com Ele estar. 

Acredite, conhecer a Deus e Sua intimidade é algo que vale a pena fazer... (Lc 10.41,42) 


Um abração em Cristo Jesus
 

 

Ramon Tessmann
VIDA NOVA MUSIC

Missões - O marketing!


Ao longo dos meus anos como ministro, tenho tido a oportunidade de conhecer muitos ministérios, dos quais uma grande parte tem uma abordagem “missionária”, ou seja, carregam a bandeira de levar o evangelho a outras nações. 


Porém, tenho percebido que existe uma apropriação indébita do termo missões, pois, muitos usam essa palavra pra alavancar seus projetos pessoais. Basta colocar que o alvo é missionário que tudo vale. 

Decidi não me calar mais em relação a esse engodo “missionário” que na verdade suga os recursos da Igreja e gera um tipo de obreiro Fast-food.(John Dawson, 2001). Esses são obreiros que querem mudar a história de uma nação nos atos proféticos, os quais têm seu lugar mas não são o marco definidor de uma nação. Obreiros que vivem para escrever e promover seus projetos, os quais não representam muita relevância na vida de uma comunidade. Já me deparei com cada proposta que tenho até vergonha de citá-las. Mas tudo isso tem uma fundamentação: “Missões”.

Não suporto mais ver pessoas desafiando a igreja para as nações e ao mesmo tempo saber que geralmente essas mesmas pessoas não estão dispostas a serem resposta do seu próprio apelo. Acho isso uma crueldade com a noiva de Cristo, pois geralmente, essas pessoas exercem influência sobre centenas de milhares de pessoas das quais, umas foram chamadas para as nações e vão se posicionar, outras não foram chamadas mas foram constrangidas pelo apelo, e outros ainda irão se sentir culpados por não terem coragem de responder a esse clamor. 

Creio que nunca podemos perder o alvo missionário. A Igreja foi chamada pra levar as boas novas de Cristo a todos os povos da terra. Mas isso não deve ser feito pelo “emocionalismo”, mas sim através do preparo sistemático de obreiros que tenham sua vida aprovada na comunidade local, visto que, é na localidade que somos forjados pois não ficamos escondidos atrás de eventos, que chamados mirabolantes. Na localidade somos confrontados em nosso caráter, motivações, temores, e também, é lá que se encontra a possibilidade de nossa cura e aprovação diante de Deus.

Caso você sinta um chamado missionário então é hora de aprofundar sua vida no conhecimento do Senhor, na sua palavra, nos seus estatutos. Você terá que aprender o que é servir, e servir sem esperar nada em troca. Procure seus líderes e disponha sua vida na localidade. Não tema a restrição dos homens pois quem intentará contra a vontade soberana de Deus? E por favor, não use desse chamado pra auto-promoção. Missões não é marketing, mas um desafio árduo. Isso mesmo. Não trate o assunto no romantismo, mas trate com realismo. 

Meu desejo é que a obra missionária feita a partir do Brasil seja sólida e abrangente e que realmente o fruto desse trabalho seja para glória Dele, e somente Dele.

No Senhor;



Até a próxima

Gerson Freire
Geração Profética.

Santidade = Prosperidade ?


Teologia da prosperidade

“No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem! Eu venci o mundo.”
Jo 16.33

As provações pelas quais passamos ou haveremos de passar, são em sua maior parte, conseqüência de estarmos vivendo num mundo dominado pelo inimigo. Sobre este assunto, o Senhor deixa registrado na Bíblia, as seguintes palavras:

“Sabemos que o mundo inteiro está debaixo do poder do diabo.” 1 Jo 5.19

Vivemos numa terra que não nos pertence, na verdade, somos forasteiros e ainda temos um complicador: o fato de sermos inimigos eternos do seu dominador.
O que esperar de bom em tal situação? Nada!
E pela sábia opção de estarmos do lado do Eterno Rei, tornamo-nos centro de atenção de todo um mundo espiritual, habitado por demônios; treinados e hábeis em estratégias de guerras.
São totalmente compreensíveis as dificuldades as quais o povo eleito está sujeito. Mas, mesmo em meio a esta longa guerra, que dura toda uma existência, somos capacitados continuamente pelo Eterno, para ficarmos em pé, imbatíveis.


“Em tudo isso temos a vitória por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.” Rm 8.37-39

Neste texto de Romanos, o Senhor veementemente nos assegura que estamos protegidos em relação aos ataques espirituais. Não há nada que possa destruir nossa comunhão com Ele, separar-nos dEle.
Por outro aspecto, mesmo que a nossa comunhão com o Senhor seja perfeita, não estaremos isentos das provações e das muitas dificuldades que surgirão na caminhada. O próprio Jesus atesta-nos isto de uma forma bem clara:

“ No mundo vocês vão sofrer!” Jo 16.33

Em sentido contrário às palavras do Senhor, encontramos diversas igrejas e ministérios, prometendo os céus aqui na terra; vendendo a idéia de uma vida repleta de sucessos e vitórias constantes nos empreendimentos terrenos e declaram para todos que o Senhor é obrigado a honrar estes ensinamentos que procedem do coração de homens.
É certo que o Senhor abençoa materialmente e cobre de honras a muitos, por serem fieis e santos na caminhada. No entanto, não podemos declarar que isto seja regra. Vejamos um exemplo:
O Apóstolo Paulo foi um homem fiel, que viveu em santidade e justiça. Mas esta condição de vida, não lhe fez rico e bem sucedido materialmente. Na verdade, sua vida material foi um desastre total, pode-se afirmar que foi um homem extremamente mal sucedido.
Para alguns, a situação vivida pelo Apóstolo seria evidência de pecado e falta de fidelidade ao Mestre.

Os sofrimentos e inúmeras dificuldades são uma permissão do Senhor!

Paulo era Judeu, filho da Tribo de Benjamim ( Rm 11.1; Fp 3.5). Estudou com Gamaliel e era um Fariseu praticante (At 22.3). Tinha acesso às autoridades de seus dias ( At 22.5) e provavelmente, tinha um bom nível de vida.
Os problemas materiais iniciaram no momento em que conheceu Jesus, ficou cego!
Teve a vida totalmente desestruturada. Se olharmos atentamente, chegaremos a conclusão, que ela tornou-se uma calamidade.
Vejamos algumas dificuldades e sofrimentos (não estão em ordem cronológica) com os quais o Apóstolo conviveu momentaneamente ou por toda a vida em decorrência da escolha feita: servir a Jesus.

· Cegueira – At 9.18,19
· Muitas prisões – At 16.23
· Muitos Açoites – At 16.23
· Apedrejado – At 14.19
· Naufrágio – At 27.39-44
· Muitas situações perigosas – At 9.23
· Picado por uma cobra – At 28.5
· Escarnecido / Zombado – At 17.32
· Espancado – At 21.32
· Acorrentado – At 21.33
· Jurado de Morte / Perseguições – At 23.12,13
· Acusações diversas – At 24.5
· Julgado – At 26.6
· Espinho na carne – 2 Co 12.7
· etc.

Segundo algumas doutrinas atuais, Paulo não se enquadraria como um homem vitorioso. Ele não obteve prosperidade em sua vida, pelo contrário, foi pontilhada por dificuldades terríveis.
O Apóstolo não tinha os seus olhos voltados para a terra, na verdade, era plenamente consciente de que não teria paz, deixando isto registrado em suas epístolas. Tomou posse da palavra que dá vida e conservou sua fé baseada em afirmações, tais como:

“Mas virá o tempo, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adora-lo em espírito e em verdade.” Jo 4. 23,24

Era nesta realidade que Paulo colocava sua visão e fé. A única preocupação era obedecer exclusivamente a Deus e honrá-Lo. Não se importava com a idéia de possuir riquezas materiais em troca de sua fidelidade.

Amado, você que tem passado por dificuldades nesta terra, saiba que é normal e é prevista na vida do Servo.
As dificuldades e provações têm duas origens principais:
Primeira: Procede do maligno, a fim de destruir os servos.
Segunda: Provém do próprio Senhor ( 2 Co 12.7).

É certo que o Senhor honra a muitos com uma vida próspera e cheia de bens, no entanto, não devemos olhar a vida destes e exigir que a nossa seja semelhante.
Com certeza muitos viverão uma vida modesta e na pobreza.

Os que permanecem fiéis, são coroados com promessas, como:

“...Nunca vi um homem bom abandonado por Deus e os seus filhos mendigando o Pão.” Sl 37.25
“...Pois o Pai já sabe o que vocês precisam, antes de pedirem.” Mt 6.8

E nesta visão, deve-se viver dependente completamente do Senhor. Sem maiores preocupações com os bens materiais. Preocupados sim, em serem santos e puros, para servi-Lo integralmente, com todas as forças.

“Ame o Senhor seu Deus com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças”. Mc. 12.30

Este deve ser o nosso objetivo primordial: sermos ricos, riquíssimos espiritualmente e estarmos contentes com as demais coisas.
É tempo de adorarmos o Senhor em Espírito e em verdade!

Chegou o tempo!

 

Elias R. de Oliveira


VIVOS

Secretária de Estado Hillary Clinton confessa que Obama trabalhará para desmantelar as leis mundiais que restringem o aborto

Kathleen Gilbert

WASHINGTON, D.C, 23 de abril de 2009 (LifeSiteNews.com) — Numa audiência da Comissão de Assuntos Externos da Câmara dos Deputados dos EUA ontem, a Secretária de Estado Hillary Clinton foi confrontada em seu compromisso declarado de promover a agenda global da eugenista Margaret Sanger, e foi questionada se o governo de Obama trabalharia para derrubar as leis pró-vida no mundo inteiro — Clinton confirmou essa prioridade.

Numa audiência para debater a política externa do governo de Obama, Chris Smith, deputado federal de Nova Jérsei, questionou Clinton nas declarações dela ao receber o prêmio Margaret Sanger da Federação de Planejamento Familiar em 27 de março. Clinton disse que ela estava “realmente deslumbrada” com a fundadora da Federação de Planejamento Familiar.

“O movimento de direitos reprodutivos do século 20, realmente personificado na vida e liderança de Margaret Sanger, foi um das coisas que mais transformaram a história inteira da raça humana”, Clinton havia dito. Ela também disse que o trabalho de Sanger “ainda não está terminado”.

Smith ontem perguntou para Clinton acerca dos elogios dela à agenda eugênica de Sanger, dizendo que “é extraordinariamente difícil ver como alguém poderia se deslumbrar” com Sanger, que “não guardava segredo nenhum” de suas opiniões.

“Com o respeito devido, senhora secretária, o legado de Sanger foi na verdade de transformação, mas não para melhor, se por acaso somos pobres, sem direitos, fracos, deficientes físicos, negros e bebês em gestação, ou entre os muitos tão chamados seres humanos indesejáveis que Sanger queria excluir e exterminar da raça humana”, disse Smith.

“Os livros e artigos de Sanger exalam desprezo por aqueles que ela considera indignos de viver”, continuou ele. “Sanger era uma eugenista e racista descarada, e eu cito aqui o que ela mesma declarou, “A coisa mais misericordiosa que uma família faz para um de seus bebês é matá-lo”.

“Ela também disse, em outra ocasião, ‘A eugenia é a via mais adequada e completa para solucionar os problemas raciais, políticos e sociais’”.

Smith perguntou, “Como parte do trabalho de Sanger que ainda não foi terminado”, se o governo de Obama busca “de algum modo enfraquecer ou derrubar as leis e políticas pró-vida em países africanos e latino-americanos, quer diretamente ou por meio de organizações multilaterais, inclusive e principalmente as Nações Unidas, a União Africana ou a Organização dos Estados Americanos, ou por meio de financiamento de ONGs como a Federação Internacional de Planejamento Familiar?”

Clinton respondeu: “Tenho a forte opinião de que você tem o direito de promover [o que você quiser] e todos os que concordam com você deveriam ter a liberdade de promover [o que você quiser] em qualquer lugar do mundo, e nós também temos esse direito”. (Vídeo em inglês com as respostas da Secretária Clinton:http://www.youtube.com/watch?v=-gEA97EnxE4)

Clinton confirmou que o governo de Obama define “saúde reprodutiva” como abrangendo o aborto e que “nós somos agora um governo que protegerá os direitos das mulheres, inclusive seus direitos à assistência de saúde reprodutiva”.

O deputado federal Jeff Fortenberry de Nebraska também disse para Clinton que ele estava “pasmo” com o compromisso dela com Sanger, e que ele estava “profundamente entristecido” com a resposta dela ao Dep. Smith.

“Sanger defendia a eliminação dos deficientes físicos, dos oprimidos das crianças negras”, objetou Fortenberry. “Não creio que essas ideologias têm um lugar em nossa sociedade pluralista”.

Condenando o uso de dinheiro de impostos para financiar o aborto em outros países como ”uma forma de neocolonialismo” que é “elitista, paternalista e uma agressão à dignidade dos pobres”, Fortenberry desafiou Clinton em vez disso a adotar uma política externa que “sustente os talentos da mulher e a vida abrigada dentro dela”.

Clinton respondeu frisando que a “escolha” de carregar ou matar um bebê em gestação tem de estar disponível “para todas as mulheres”.

Comentando acerca de uma declaração posterior sobre as observações de Clinton, Smith disse: “É evidente que a senhora Clinton e o presidente Obama querem forçar a tragédia do aborto nas mulheres ao redor do mundo, principalmente e inclusive em países em que líderes democraticamente eleitos querem continuar a proteger seus bebês em gestação.

“Há outros jeitos de se proteger, cuidar e ajudar as mulheres e os bebês, com alimentação, nutrição, água limpa e assistência de saúde que respeite a dignidade da vida”, disse ele.

“A incapacidade da Secretária Clinton de ver isso significará que mais bebês morrerão e mais mulheres sofrerão as conseqüências do aborto como resultado da política externa dos EUA em outros países”.

(Vídeo em inglês com as respostas da Secretária Clinton:http://www.youtube.com/watch?v=-gEA97EnxE4)

Veja cobertura relacionada de LifeSiteNews em inglês:

Secretary Clinton "In Awe" of Racist Eugenicist Margaret Sanger
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/apr/09040306.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/05/secretaria-de-estado-hillary-clinton.html

Veja o artigo em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=09042301

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O Joio na Igreja


“Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito. Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nessa pessoa. E ela não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai. A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus”. (1 Jo 3.8-10)

O diabo, o senhor deste mundo, está na missão incansável de roubar a honra e a glória do Senhor Deus, impedindo o homem de reconhecer o Senhorio de Jesus Cristo. Para alcançar seu objetivo ele lança mão de toda sorte de enganos e mentiras. Dissimula  o erro em verdade e o sopra sobre a vida de muitos, que um dia possuíram uma comunhão intima e verdadeira com Deus. O inimigo é extremamente sutil em seu agir, são doses mínimas, mas contínua de engano, o homem as toma para si mecanicamente. Seus olhos são cegados, torna-se incapaz de enxergar o quão longe está do verdadeiro Deus. São feitos em joio!

Quem são os crentes que estão na condição de joio?

São todos aqueles que perseveram em praticar o pecado, e, colocam sobre si a capa de santidade. O pecado é tão comum em suas vidas, que não conseguem mais enxergá-lo; em alguns casos, procuram até justificar o injustificável, assumindo uma vida dupla. Afrontam de forma direta a soberania do Senhor Deus, quando indiretamente afirmam que Deus é conivente com o pecado.

“Quem continua pecando pertence ao diabo... Quem é filho de Deus não continua pecando...”.

 O meu coração entristece ao extremo, quando sou levado a meditar sobre a realidade das igrejas, pois, vejo o pecado infiltrado e com raízes tão profundas, minando o mover do Espírito de Deus. É o joio que o diabo tem plantado, apenas assemelha-se ao trigo.

 O que você é? És joio?

O joio anda com o povo de Deus, dá o dízimo e ofertas, canta no coro, toca muito bem, prega e ministra na igreja, são em tudo semelhante ao trigo; mas longe da comunidade, dos olhos do pastor em sua intimidade são:

:: Fornicadores e adúlteros – Possui uma vida sexual ativa com a namorada. Ou caso extraconjugal. O diabo agiu de uma forma tão perfeita, a ponto de encararem estas práticas como aceitáveis aos filhos de Deus.

:: Masturbadores, homossexuais ou impuros sexualmente -  Dados a estas práticas condenadas pelo Senhor, as encaixam como naturais, normais e fazem uso delas continuamente.

:: Mentirosos e desonestos – Como ser verdadeiros num mundo onde a mentira e todas práticas desonestas, impera? Melhor fazer uso delas também. O Senhor “tem” que aceitar a minha situação.

:: Ódio e desamor – Amar aquele irmão? Impossível. O diabo tem esfriado o amor no coração de muitos. Já não existe amor verdadeiro para com o Senhor Deus, amor que nos constrange a sermos fiéis e irrepreensíveis.  

Poderia citar muitos outros exemplos, mas, entendo que estes servem como base na identificação pessoal de sua condição de joio ou não.

Amados do Senhor é tempo de vivermos exclusivamente para honrar e glorificar a Deus com nossas ações. O legalismo não tem lugar na vida do servo; ela é movida verdadeiramente pelo Espírito Santo.  Está no pecado? Arrependa-se hoje, busque o perdão e viva! Amém!

“Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito. Quem é filho de Deus não continua pecando, porque a vida que Deus dá permanece nessa pessoa. E ela não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai. A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus”.  (1 Jo 3.8-10)

 Elias R. de Oliveira

VIVOS

Zelo ao Senhor!

Uma das qualidades indispensáveis na vida dos servos do Senhor é o “Zelo”; ela manifesta-se no ardor, na afeição e no cuidado extremo por Deus e Sua obra. É um estado de vida que leva-nos a renunciar o “eu”, os planos próprios e os sonhos cultivados ao longo de uma vida. O zelo ao Eterno obriga-nos a colocá-Lo em primeiro lugar em detrimento da nossa própria vida. Pois, o que nos importa é satisfazer àquele que nos chamou e agraciou com a salvação. Sejamos, pois zelosos!


A vida dos salvos é marcada pela total entrega, já não somos nossos, vivemos para a honra e glória única do Salvador. O que leva-nos a agir desta forma é o (1) amor que é gerado nos corações, que sensíveis ao Espírito procuram (2) obedecer às determinações divinas, (3) confiantes que são passos seguros e que produzem (4) intimidade que culmina com a vida eterna. 

1- O Zelo leva-nos a amar a Deus.
“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.” Dt 6.5

Um dos maiores geradores de fracassos na vida de comunhão com Deus está relacionado ao amor. O Ensinamento encontrado na Palavra orienta-nos a amar o Senhor acima de tudo. Literalmente significa, que todas as demais coisas devem vir em segundo plano, por exemplo: a família, vida profissional, a igreja, os problemas de todas as ordens, o conforto pessoal, etc. Vidas fracassadas espiritualmente questionam e até acusam ao Senhor pela situação; mas, não abrem mão de forma alguma do amor próprio e dos atos que produzem prazer. Não dispõe de tempo para pregar aos perdidos, mas, sempre é possível encaixar os passeios, as diversões, etc; dar dízimo e ofertas, ajudar o próximo, o orçamento não suporta; no entanto, a carne alegra-se com tv a cabo, geladeira repleta, roupas novas, etc.  Poderia citar uma diversidade de exemplos de como o amor ao Senhor está em segundo plano, mas, creio que estes são o suficiente.
O Apostolo Paulo quando chamado pelo Senhor, abandonou todas as coisas, inclusive, o amor à própria vida e deixou-se levar pelo Espírito sem preocupar-se com as conseqüências (2Co 11.16-33  Leia!)
Amar o Senhor de todo o coração é morrer para o mundo, para si mesmo. No entanto, desempenhando as funções diárias, trabalhando. Consciente que tudo isto é passageiro. A vida é instrumento para a demonstração do senhorio de Cristo, testemunhando ao mundo que é maravilhoso servir ao Eterno.

2- O Zelo leva-nos a obedecer a Deus.
“Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração!” Sl 119.2

Quem ama a Deus O obedece. É impossível sermos servos verdadeiros se não houver em nosso coração a submissão e humildade que leva-nos a obedecer a Deus em todos os aspectos possíveis. Um dos maiores mandamentos é: “Sede santos, porque eu sou santo.” (1Pe 1.16), observar esta ordem implica em eliminar as ações pecaminosas da carne, como por exemplo as descritas em Gálatas 5.19-21: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são:prostituição 
(Figuradamente, infidelidade a Deus (Jr 3.6-13; Ez 16.1-41).Comércio sexual do corpo (Os 1.2; Gl 5.19). A prostituição cultual era praticada na adoração aos deuses da fertilidade, (ASTAROTE e BAAL).Pensava-se que relações sexuais com prostitutas ou prostitutos fariam com que as terras produzissem boas colheitas e os animais tivessem muitas crias (Dt 23.17-18; 2Rs 23.7)impureza (No aspecto sexual, imoralidade, pensamentos, ações, etc.), lascívia ( Conduta vergonhosa, como sensualidade, imoralidade sexual, libertinagem, luxúria  (Mc 7.22; Gl 5.19), idolatria(Adoração de ÍDOLOS. Deus proíbe a adoração de qualquer imagem, seja de um deus falso ou do Deus verdadeiro (Êx 20.3-6). As nações que existiam ao redor de Israel eram idólatras, e Israel muitas vezes caiu nesse pecado (Jr 10.3-5; Am 5.26-27). Entre outras, eram adoradas as imagens de BAAL, ASTAROTE e MOLOQUE e o POSTE-ÍDOLO.),feitiçarias (Forma de MAGIA em que se usam certos atos e palavras e a invocação de espíritos ou demônios a fim de prever o futuro ou controlar pessoas ou acontecimentos. É prática proibida na Bíblia (1Sm 15.23; Gl 5.20), inimizades (Falta de amizade; aversão, malquerença)porfias (Discussão; briga.)ciúmes (Disposição de suspeitar da fidelidade da pessoa amada. Esse tipo de ciúme é doentio e só faz mal (Ct 8.6; 1Co 13.4),iras (Cólera, raiva, indignação, desejo de vingança)discórdias (Desarmonia, desentendimento, desinteligência, desavença, desordem, luta)dissensões(Divergência de opiniões ou de interesses, desavença, desinteligência, dissidência),facções (Parte divergente ou dissidente de um grupo ou partido; fração) invejas(Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem, desejo violento de possuir o bem alheio.)bebedices (Estado de bêbedo, de quem se embriagou; bebedice, borracheira, pileque, porre, ato de embebedar-se, de embriagar-se.)glutonarias(Excesso em comer ou beber; esganação) e coisas semelhantes a estas...”

3- O Zelo leva-nos a confiar em Deus.
“Confie no SENHOR de todo o coração e não se apóie na sua própria inteligência.” Pv 3.5

Dificilmente encontramos alguém que afirma não possuir fé em Deus. Mas, o que é verdadeiramente confiar em Deus? Total dependência! Crê no Senhor traduz-se numa convicção tão profunda quanto a certeza que temos que o “fogo é quente e queima!”
Abraão possuía esta convicção e ela foi exercitada até as últimas conseqüências. Provando-o, Deus pediu o seu único filho em sacrifício, era o objeto das promessas que moviam a sua vida. Qual foi a atitude dele? Desespero? Preocupações? Murmúrios? Revolta contra o Senhor? Lamentos intermináveis? Não, ele CONFIOU!  Estava certo que mesmo se Isaque fosse sacrificado o Eterno seria poderoso o suficiente para ressuscitá-lo dentre os mortos e honrar as promessas (Foi pela fé que Abraão, quando Deus o quis pôr à prova, ofereceu o seu filho Isaque em sacrifício. Deus tinha prometido muitos descendentes a Abraão, mas mesmo assim ele estava pronto para oferecer o seu único filho em sacrifício. Deus lhe tinha dito: “Por meio de Isaque é que você terá descendentes.” Abraão reconhecia que Deus era capaz de ressuscitar Isaque, e, por assim dizer, Abraão tornou a receber da morte o seu filho Isaque. Hb 11.17-19). Abraão era zeloso para com o seu Deus.
Irmãos, quantas vezes a nossa afeição a Deus é real enquanto as coisas estão bem? Mas, nas primeiras provações viramos literalmente as costas, e tornamo-nos fonte de toda sorte de lamúria, queixas, murmúrios, etc. É a demonstração real que o zelo que temos para com o Pai é mínimo ou até mesmo inexistente.
Estes são homens dignos de serem imitados:
“Mais ou menos à meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, e os outros presos escutavam.”(At 16.25)

4- O Zelo leva-nos a orar a Deus.
“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” Jr 29.13

Oração é um dialogo com Deus por meio de palavras ou do pensamento, em particular ou em público. É o momento no qual nos aproximamos e a exemplo de amigos íntimos, conversamos com o Pai, nos alegramos com Ele, expomos nossos desejos e também as nossas tristezas. Para sermos atendidos é essencial que sejamos puros (“Mas, se eu tivesse guardado maus pensamentos no coração, o Senhor não teria me ouvido”. Sl 66.18), cheios de fé (“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus.” Hb 11.6), um em Cristo (“Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem.” Jo 15.7), submissos à vontade de Deus (“Quando estamos na presença de Deus, temos coragem por causa do seguinte: se pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, temos a certeza de que ele nos ouve.” 1Jo 5.14) e dirigidos pelo Espírito Santo (“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo.” Jd 1.20)
Através da oração confessamos os nossos pecados (Sl 51) e nos jogamos a seus pés em adoração (Sl 95.6-9; Ap 11.17); desenvolvemos  comunhão e intimidade (Sl 103.1-8), fazemos pública a nossa gratidão (1Tm 2.1). São momentos nos quais apresentamos as nossas petições (2Co 12.8) e intercedemos pelos outros (Rm 10.1).

Irmãos amados sejam, pois, zelosos na jornada, amando ao Senhor acima de todas as coisas e honrando-o com a nossa vida.

Elias R. de Oliveira


Vi no VIVOS.

domingo, 17 de maio de 2009

Prostituição

 "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam." Salmo 127.1


Prostituir-se = entregar-se à vida de devassidão; tornar-se devasso, corromper, desmoralizar, desonrar, degradar, aviltar. Um juiz que se deixa corromper, prostitui a justiça. Fig.: Desonrar-se; aviltar-se praticando ações vergonhosas ou indecorosas, sacrificar a sua honra, a sua dignidade; perder o brio, rebaixar-se. 

No grego : "Porneia" ( de onde se origina a palavra "pornografia") = prostituição, fornicação ( vários tipos de relação sexual ilícita ) . 

Um espírito ( demônio) de prostituição : Os 3: 5 - " As suas ações não lhes permitem voltar para o seu Deus; porque o espírito da prostituição está no meio deles e não conhecem ao Senhor. " 

E há uma obra da carne que é prostituição : Gl 5:19 - "Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são : a prostituição, a impureza, a lascívia..." (Impureza = imoralidade, más intenções; refugo, podridão.) 

(Lascívia = licenciosidade, libidinosidade, sensualidade. / libidinoso = o que tem fortes apetites sensuais, dissoluto, devasso. )I Ts 4:3 - " Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação : que vos abstenhais da prostituição ".I Co 6:18-20 - " Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas, o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuis da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo." 

Como conseguir? Gl 5: 16,17 - "Digo, porém : andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõe um ao outro, para que não façais o que quereis. " 

O que fazer? A escolha é sua : 

Mt 5:27,28 mostra claramente que os pecados começam no pensamento. Há dois caminhos diante desta situação: 

1. Conservar e alimentar o pensamento. Esta atitude o levará inevitavelmente a um único resultado: Tg 1:14,15 - "Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (cobiça); então, a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." 

2. Abortar o pensamento, ordenando em nome de Jesus Cristo, que saia da sua mente, crendo de coração que Jesus o fará. Substitua aquele pensamento por um versículo bíblico que atuará como água limpa que lava :II Co 10:5 - "... a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem de água, pela palavra. " " derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo. " 

Exemplos de versículos (leia colocando na primeira pessoa) : I Co 6:20 - "Porque fui (fostes) comprado (s) por preço; glorifico (glorificai) pois a Deus no meu (vosso) corpo ".Rm 6:11-14 - "Assim também eu (vós), considero-me (considerai-vos) como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça."Fl 4:8 - "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. " 

Sugestões de versículos para decorar : Rm 6:18 - "Fui liberto do pecado e fui feito servo da justiça."Rm 8:37 - " Mas em todas as coisas sou mais que vencedor, por Jesus Cristo que me amou. "II Co 2:14 - "Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre me conduz em triunfo ."Sl 27:1 - " O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida. "II Sm 22:30 - "Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas. " 

A obra da carne ou o espírito de prostituição podem ser conservados em sua vida através de : 

- Fantasias da mente ( dar vazão à pensamentos eróticos); 

- Material pornográfico ( revistas, filmes, vídeos, TV, etc.) ; 

- Uso de roupas sensuais; 

- Freqüência à motéis; 

- Sexo fora do casamento (antes do casamento: fornicação/ fornicar copular, ter relações sexuais com; fornicária= prostituta) e dentro do casamento, com alguém que não seja o cônjuge: adultério; 

- Cobiçar com os olhos - Mt 6:22,23 ; 

- Praticar masturbação ; 

- Todo tipo de sexo praticado de maneira contrária à natureza criada por Deus ( sexo anal/oral/uso de objetos/etc). Tudo isso é absolutamente contrário aos propósitos de Deus para as funções de cada parte do corpo humano; portanto, é rebelião praticar tais atos. Leia Rm 1:18-29. 

Se você pratica alguma destas coisas, faça agora uma oração de confissão e renúncia em nome do Senhor Jesus Cristo. Diga, por exemplo: 

"Em nome de Jesus Cristo, eu declaro que Jesus é meu único Senhor. Quero, em nome de Jesus Cristo, confessar que tenho praticado......(cite nominalmente), reconheço que é pecado, que está fora da vontade de Deus para a minha vida. Peço perdão e renuncio, por minha própria vontade, a todas estas práticas, declarando que elas estão fora da minha vida, na força e na capacitação do Espírito Santo, pois tudo posso naquele que me fortalece. Agora, em nome do Senhor Jesus Cristo, eu repreendo e expulso o espírito de prostituição da minha vida e proíbo o seu retorno. Com toda convicção, eu declaro que com as armas espirituais que são o sangue do cordeiro e a palavra do seu testemunho, eu derroto o inimigo e derrubo esta fortaleza que ele tinha em minha vida. Em nome de Jesus Cristo! Amém.


JESUSSITE

Manobra política desesperada quer urgência na aprovação do projeto anti-“homofobia” PL 6.418/2005

População precisa se mobilizar urgentemente

Julio Severo

Atenção: Publique e distribua amplamente esta mensagem

Está tramitando na Câmara dos Deputados o PL 6.418/2005, de autoria do senador petista Paulo Paim. Esse projeto, que já foi aprovado no Senado, está parado desde julho de 2007 na Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados.

O texto original do senador Paim, que foi aprovado no Senado, fortalece a luta contra o preconceito no Brasil — em si só, já preocupante, pois o Brasil socialista anti-“preconceito”, que aceita radicais antissemitas como o presidente do Irã, vem usando leis anti-preconceito para perseguir até mesmo líderes cristãos que alertam contra a bruxaria (ops, “cultura” afro-brasileira). Mesmo sem tal lei absurda, um livro do Pe. Jonas Abib contra a feitiçaria foi proibido na Bahia.

Para piorar, ao chegar à Câmara dos Deputados, o projeto sofreu um implante gayzista, onde como relatora a Dep. Janete Pietá, do mesmo PT de Lula que quer a todo custo criminalizar palavras contrárias ao homossexualismo, introduziu no PL um substantivo anti-“homofobia” que é pior que o PLC 122/2006.

PL 6.418/2005 original, que já previa o banimento e recolhimento de toda literatura que o governo considere preconceituosa, agora também prevê o banimento e recolhimento de toda literatura que o governo considere “homofóbica”. Tal medida cedo ou tarde implicará em sério risco para a publicação e distribuição da Bíblia Sagrada e livros evangélicos e católicos que tratem desfavoravelmente o homossexualismo. Aliás, mesmo sem tal lei draconiana, um livro evangélico contra o homossexualismo no Mato Grosso do Sul foi judicialmente retirado das lojas.

Com esse projeto aprovado, programas de TV e rádio que apresentem o homossexualismo de forma desfavorável ou negativa serão censurados e proibidos. Consequências adicionais, cedo ou tarde, serão: Pais precisarão de autorização estatal antes de levar filhos a reuniões que critiquem o homossexualismo, pois a crítica ao homossexualismo (não a glorificação do homossexualismo nas escolas públicas) será considerada problema grave e impróprio para menores.

Igrejas e escolas cristãs acabarão tendo de assinar documentos estatais se comprometendo a retirar crianças e adolescentes de reuniões onde o homossexualismo não seja tratado da forma que o Estado impõe. Crianças e adolescentes, que são cada vez mais expostos a aulas pró-homossexualismo nas escolas públicas, não mais poderão ser expostos a pregações ou programas que critiquem o homossexualismo sem permissão direta do governo e Conselhos Tutelares, sob risco de os pais serem presos ou perderem a guarda dos filhos. E adivinhe para quem o governo acabará entregando a guarda?

Mesmo sem o implante gayzista no PL 6.418/2005, as conseqüências são sérias. Enquanto as crianças serão forçadas nas escolas públicas a aprender sobre a bruxaria vinda da África (ops, “cultura” afro-brasileira), os valores cristãos não poderão ser ensinados como cultura.

Programas e projetos do candomblé e umbanda serão promovidos como “cultura”, enquanto que toda crítica à bruxaria será considerada como “racismo” e “discriminação”.Um pastor negro do Rio de Janeiro está sofrendo covarde perseguição do Ministério Público por causa de uma lei anti-“preconceito”.

PL 6.418/2005 é um projeto tão ameaçador que merece ser denunciado por todos os meios de comunicação que se preocupam com o bem-estar social. O PT tentou colocá-lo para uma votação sorrateira em agosto de 2007, mas eu e o Dr. Zenóbio Fonseca preparamos um alerta nacional contra essa manobra. (Para ler nosso alerta da época, siga este link: http://juliosevero.blogspot.com/2007/08/alerta-gravssimo-o-brasil-est-sob-o.html)

Essa surpresa esquerdista desagradável só não teve êxito por causa dos olhos atentos de uma grande assessora evangélica. Graças ao excelente trabalho da Dr. Damares Alves, pudemos ter todas as informações confidenciais para conscientizar a população e dar uma “surpresa” para a manobra do PT.

Depois de nosso alerta, o projeto ficou parado. Fomos vitoriosos naquela batalha.

Agora, o monstro ressurge das sombras. Semana passada, líderes políticos assinaram um requerimento para que o PL 6.418/2005 anti-“homofobia” e anti-“preconceito” seja votado com urgência máxima no plenário da Câmara dos Deputados, sem nem mesmo antes ser votado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias e na Comissão de Constituição e Justiça.

Aparentemente, acharam que, como o projeto estava parado há quase dois anos, todos já haviam esquecido. Começaram então a manobrar de novo.

Com a articulação do governo Lula, que apóia descaradamente a glorificação do homossexualismo e a criminalização de cristãos anti-sodomia, essa manobra tem tudo para ser aprovada no plenário da Câmara, sem maiores discussões.

Resta à população se mobilizar, antes que seja obrigada a engolir goela abaixo mais um “democrático” projeto do PT.

Quando o assunto é implantar leis contrárias à família e a vida, a esquerda não descansa. Essa é uma lição importante para todos os que defendem a vida e a família: Nunca descansar.

De que forma se mobilizar:

Escrevendo aos deputados. A lista completa dos emails deles está aqui, em formato Excel. Para fazer o download, é só clicar aqui.

Você pode também mandar mensagens aos deputados através do sistema automático da Câmara, clicando aqui.

Para ver o PL 6.418/2005 na íntegra, clique aqui.

Vi no JULIO SEVERO.

As 95 Teses de Lutero

Debate para o esclarecimento do valor das indulgências
 
Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
 
1. Ao dizer: “Fazei penitência,” etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
 
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
 
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
 
4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
 
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
 
6. O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.
 
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
 
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
 
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
 
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
 
11. Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
 
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
 
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
 
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.
 
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
 
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
 
17. Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.
 
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
 
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.
 
20. Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
 
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
 
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
 
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
 
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
 
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
 
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
 
27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
 
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
 
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.
 
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
 
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
 
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
 
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.
 
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
 
35. Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.
 
36. Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.
 
37. Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
 
38. Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.
 
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.
 
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.
 
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
 
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
 
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
 
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
 
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
 
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
 
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
 
48. Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.
 
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
 
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
 
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
 
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
 
53. São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
 
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
 
55. A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
 
56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
 
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
 
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
 
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
 
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.
 
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.
 
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
 
63. Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
 
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.
 
65. Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
 
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
 
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.
 
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.
 
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
 
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.
 
71. Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
 
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
 
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
 
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.
 
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
 
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.
 
77. A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.
 
78. Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1Co 12.
 
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.
 
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.
 
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.
 
82. Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?
 
83. Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
 
84. Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?
 
85. Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
 
86. Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
 
87. Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?
 
88. Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
 
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
 
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
 
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
 
92. Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: “Paz, paz!” sem que haja paz!
 
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!
 
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;
 
95. e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.